quinta-feira, 31 de março de 2011

Eu trabalho com a pessoa que mais se queixa neste mundo

Ela queixa-se porque está a chover, ela queixa-se porque está sol, ela refila porque ou outros não trabalham, ela refila porque os outros estão a trabalhar de mais, ora é porque não há tinteiro na impressora, ora é porque sujou as mãos com o tinteiro novo, ela refila porque acabaram com um passe vitalício que ela tinha há três anos (tendo em consideração que o local fica a pouco mais de 10 quilómetros da casa dela e só lá tinha ido uma vez, é porque dava mesmo muito uso ao passe), ela refila porque demoram muito a servir o almoço, porque o comer não está suficientemente quente, porque nasceu, porque o resto das pessoas nasceram, ela queixa-se porque o governo nunca mais se vai embora, ela queixa-se porque o governo "foi de saco", ela até refila de coisas que ainda não aconteceram e que se calhar nem vão acontecer!

Meus amigos estou aqui vai para 4 meses e já não a posso ouvir e eu tenho um talento que é desligar-me do mundo exterior à minha cabeça, simplesmente deixo de ouvir aquilo que se está a passar à minha volta, eu consigo manter uma conversa com uma pessoa sem estar a ouvir nada e a responder coordenadamente sim, pois, tens razão, talvez, sem que a pessoa dê conta que estou a tentar ver se finalmente decorei o meu novo número de telemóvel e a fazer a lista mental daquilo que tenho para comprar (desta vez não me esqueci da porra do papel higiénico).

E é esta a minha vida, uma desgraça como podem ver.

Vou usar o bom calão português: não há cu para pessoas assim.

Isto anda pela hora da morte

O último filme de jeito que vi  foi o Black Swan.

Entretanto vi o The King's Speech (2010) e aquilo foi coisa para me dar sono, o filme é bom só que pronto, deu-me sono. Como diz o F*: com um protagonista gago não podia estar à espera de muita acção.
Acho que outros mereciam o Óscar para melhor filme, tipo o Incepcion.



O Tangled (2010) é tão fofinho, é Disney e está tudo dito, quem não gosta dos olhinhos da Rapunzel?




O Megamind (2010) também é muito bom, ri-me à grande.





Pelo meio já perdi algumas horas da minha vida a ver outros filmes como por exemplo:


Gulliver's Travels (2010)

Sinopse:
Temos um número de actores razoável que deve estar a precisar desesperadamente de dinheiro, precisam de meter um filme no cinema o mais depressa possível e foi assim que nasceu o Gulliver's Travels.



É daqueles filmes que desde o inicio dá para perceber que vai ser uma bela merda mas já que o começámos a ver arrastamo-nos até ao fim, chegando ao final a coisa não melhora e só nos resta bater com a cabeça nas paredes enquanto nos questionamos como é que fomos capazes de perder tanto tempo com um filme como este.


Nine (2009)

Muito melhor que o filme falado anteriormente mas mesmo assim estava à espera de muito mais.
Só me apeteceu afogar as mágoas num Chicago, aquilo sim é um musical, o Nine é uma amostra, dá para o gasto.



Já há algum tempo que não ponho os pés no cinema e porquê? Não há um filme de jeito em cartaz, tempo em conta os meus gostos (claro). Eu quero ir ao cinema, enfardar pipocas, metam filmes de jeito caraças!


quarta-feira, 30 de março de 2011

Nesta vida há poucos erros que se dão a falar que me irritam (muito em parte porque sou tão distraída que nem dou por eles), erros ortográficos também é coisa que não me chateia muito, se os gosto de ver ou ouvir? Claro que não mas eu também os dou e por vezes até me pergunto como fui capaz de escrever tal bosta. Mas são coisas que eventualmente acontecem. Quanto à fala o processo é o mesmo e há relativamente pouco tempo até me saio boca fora um “fizestes”e para dizer correctamente “fizeste” ainda me engasguei 5 vezes, de seguida pedi a quem estava à minha beira que me apedrejasse porque coisas destas não se admitem.

Mas o que me dá mesmo urticária é ouvir mulheres a agradecer com um obrigadO, mas que merda é esta? Obrigado é para os senhores dizerem porque estão agradecidos, as mulheres não ficam agradecidos, ficam agradecidas.

Feminino – Obrigada
Masculino – Obrigado

É isto e o “treuze”, xiça penico! É treze, treze! Sem U se faz favor.

As mulheres e as esteticistas

As mulheres têm relações complicadas com muita gente e nem tudo são homens.

Uma das relações de amor/ódio é com as esteticistas, geralmente brasileiras e que não podem ver pêlos à frente que os querem tirar a todos. Ora lhes chamamos todos os nomes e mais alguns enquanto elas nos arrancam os pelinhos (proferidos apenas na nossa cabeça enquanto soltamos gritinhos de dor na marquesa com as pernas levantados, com o rabo empinado, a fazer o pino, ou lá que posição estranha a esteticista nos pôs), ora ficamos todas contentes quando nos vemos livres da penugem.

Mulher que é mulher quando gosta de uma esteticista nunca mais a quer largar, nem que para isso tenha que esperar semanas a fio por uma vaga na agenda e tenha que ver os seus pêlos a crescer qual floresta amazónica. Quando chega o verão a situação complica-se:
- Vamos à praia hoje?
- Não posso, não tenha a depilação feita…
E assim se perdem oportunidades de trabalhar para o bronze. Ou então, em caso extremos, entra-se no primeiro salão estético que nos aparece à frente e saímos de lá sem metade da pele das virilhas (true story)…

Há mulheres que passam a vida delas nesta forrobodó e há outras que se fartam desta situação e dão azo à sua veia de esteticista e de sádica e vão comprar tudo o que é cera profissional à venda nos hipermercados eventualmente fartam-se, andar com o potinho microondas / casa de banho é coisa que cansa, outras optam por comprar as panelinhas profissionais e outras rendem-se às maquinas depiladoras e assim se acaba uma relação de dependência profunda com a Lucineide (aka. esteticista).

Como podem ver nesta vida tudo se substitui.

terça-feira, 29 de março de 2011

Só a Mim

Estou aqui nesta cidade (aquela que tem um centro comercial com cinco lojas) em que não conheço ninguém e vou descansada correr a pensar que não vou encontrar ninguém conhecido visto que a minha vida social por estes lados é uma coisa muito reduzida, pois que não podia estar mais enganada.

Quem é que vê a Lilli nestes preparos? E quem fala em "nestes preparos" fala em calças daquelas que parecem ser do pijama que ficam coladas ao rabo (gigante, é de referir), vermelha que nem um tomate e com cara de se-dou-mais-dois-passos-a-correr-morro.
E quem é que viu, quem foi? O coordenador, está claro, poderia ter sido mais alguém?

segunda-feira, 28 de março de 2011

Só para vocês verem que eu não sou comichosa

Voltando ao assunto da Feiosa… Não há mesmo nada que se aproveite neste espécime humano, nem no que diz respeito à maneira como se veste.

Só para vocês terem noção imaginem isto: calças de flanela ao xadrez (assim para o castanhas e cinzentas, se não de flanela é algo muito parecido) com botas brancas de cano médio por cima das calcitas.

É assim que ela anda vestida. E agora estão a perguntar-se: então e a parte de cima? Não sei, até custa olhar e se me descuido ainda me deparo com a cara dela que não é uma coisa simpática de se ver.

A vida já foi mais fácil do que é agora…

Eu ainda sou do tempo em que, quando mudava a hora, era só altera-la nos relógios no dia anterior, metia-se a despertar e já estava.

Agora dou por mim a olhar para os telemóveis (sim, que acordar só com um despertador não chega, há quem tenha o sono pesado) e pensar para comigo: será que isto muda a hora automaticamente? E assim se passam uns bons 15 minutos a decidir se mudo eu a hora ou se tenho fé em que o telemóvel mude sozinho e a desejar ter um daqueles relógios analógicos fofinhos, pequeninos de cabeceira, “como os de antigamente”, com uma qualquer cor berrante, esses nunca falhavam.



Claro que a escolha que tomo, qualquer que seja, está sempre errada. Se mudo eu a hora o telemóvel muda automaticamente e lá acordo uma hora mais cedo do que o suposto ou então atraso-me sempre, se não a troco ele também se recusa a mudar… É para o que lhes dá.